Criado por pablosouza | assunto Textos | em 14-03-2011
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Oi, garotão…
Tu não lerás este bilhete…
Mas tenho a certeza plena de que tomarás conhecimento do que aqui te direi.
Chegaste e te foste embora…durou muito pouco a tua permanência entre nós.
Poderá alguém dizer, com precipitação, que viveste pouco…teria razão, em termos meramente humanos… E não teria razão no absoluto: posto que viveste e viverás toda a eternidade…
Criado por pablosouza | assunto Textos | em 18-02-2011
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Um pouco da poesia de Pablo Neruda
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Tira-me o pão, se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu sorriso.
Não me tires a rosa, a lança que desfolhas, a água que de súbito brota da tua alegria, a repentina onda de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso com os olhos cansados às vezes por ver que a terra não muda, mas ao entrar teu riso sobe ao céu a procurar-me e abre-me todas as portas da vida.
Meu amor, nos momentos mais escuros solta o teu riso e se de súbito vires que o meu sangue mancha as pedras da rua, ri, porque o teu riso será para as minhas mãos como uma espada.
Criado por pablosouza | assunto Textos | em 09-02-2011
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Dias atrás batendo um papo com um amigo sexagenário, com quem gosto muito de conversar e há tempos não o via, dentre os diversos assuntos que falamos óbvio que as questões de relação humana também fariam parte, a certa hora falávamos sobre o autocontrole, então ele me contou um caso que gostaria de compartilhar com você.

- Autocontrole
Um rapaz, por qualquer motivo, às vezes até coisas sem importância estourava com as pessoas em especial com seus pais. O pai, cansado de conversar, não sabia mais o que fazer para acalmar o rapaz e fazê-lo enxergar o mal que fazia, para os outros e pra ele próprio. Um dia, esse pai chega no quarto do rapaz e entrega a ele um saco de pregos, o garoto pergunta: pra que isso pai? Então ele explicou, aquilo que parecia até uma brincadeira, dise o pai: Meu filho, cada vez que você perder a paciência, estourar com alguém que ama faça o seguinte, pregue um desses atrás da porta e se foi. Logo no primeiro dia, o rapaz pregou 40, porém, à medida que as semanas passavam ele ia controlando seu gênio, e pregava cada vez menos. Com o passar do tempo, o rapaz descobriu que era mais fácil se controlar do que pregar pregos na porta. Então, chegou ao estágio em que conseguia se controlar o dia todo.
Criado por pablosouza | assunto Textos | em 07-02-2011
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Certo dia um amigo me contou uma histórinha sobre o poeta brasileiro Olavo Bilac, dizia esse amigo que certa feita, um conhecido de Olavo, um comerciante que tinha um sítio encontrou o poeta pela rua e fez um pedido: Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que poderia redigir o anúncio para o jornal? O poeta, pegou lápis e papel e escreveu:
“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortado por cristalinas e merejantes águas de um lindo ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda.”

Olhos fechados para os nossos tesouros.
Criado por pablosouza | assunto Textos | em 31-01-2011
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Queria eu, escrever como Quintana
Não pra tocar o coração, mas chegar à sua alma balzaquiana
Mulher que ama, simplesmente ama
Na cobertura ou na cabana
Não é senhora nem mucama
E assim te escrever num aerograma
Um poema figurativo, figurado caligrama
Ai como eu queria, escrever como Quintana
Criado por pablosouza | assunto Textos | em 23-12-2010
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A poesia nos obriga a escrever coisas sobre os sentimentos dos outros que às vezes a gente não quer, mas se não fizer ela cobra. É da nossa natureza. A gente nasceu pra botar no papel o que o mundo nos apresenta. Os corações humanos são nosso material de trabalho. Pode ser caso de amigo, a paixão do irmão, a traição da mulher do outro, a desforra do abandono, o ciúme da bem-amada, o amor ou desamor. Tudo é inspiração. Não se furte fazer nunca o que a Vida e a Arte lhe pedem porque é a Verdade. Mesmo magoando, momentaneamente, alguém, é, no mínimo, adiante um ensinamento pra essa pessoa. (trecho do livro Histórias das Minhas Canções de Paulo César Pinheiro atribuido a Ronaldo Boscoli pelo autor)